16 de set. de 2008

Caminhada Pela Liberdade Religiosa

Caminhada Pela Liberdade Religiosa

Liberdade Religiosa. Eu Tenho Fé! O Rio de Janeiro é um estado de muitos credos, porém com uma só crença: o respeito ao direito sagrado de cada cidadão manifestar livremente sua fé, praticar seu culto e exercer plenamente sua religião. No entanto, este direito vem sendo seriamente ameaçado. Ninguém será discriminado por sua crença religiosa. Eu tenho fé.

A intolerância religiosa vem crescendo em todo país. Já foram registrados diversos casos de ataques as religiões de matriz africana, como a Umbanda e o Candomblé. Seus sacerdotes vêm sendo agredidos, sua religiosidade difamada em veículos de comunicação. Estudantes têm sofrido constrangimento e recebido ensinamentos com imposição curricular de outro credo. E até episódios extremos de vandalismo, invasão e demolição de templos, terreiros e casas-de-santo tornaram-se rotineiros.

Nenhuma manifestação religiosa será ofendida sem o devido direito de resposta e punição. Eu tenho fé.

Para defender o direito a liberdade de culto, organizações religiosas e da sociedade civil vão promover, no dia 21 de setembro, a Caminhada pela Liberdade Religiosa, na orla da praia de Copacabana. Esta iniciativa é uma resposta dos praticantes das religiões afro-brasileiras que, em conjunto com outros setores, vem se mobilizar contra o fanatismo, o preconceito e a discriminação. A caminhada é um ato a favor da cidadania. É um movimento que acredita, como no tempo dos Quilombos, que o espírito de convivência pacífico e democrático pode ser incorporado pela população do estado do Rio.

Nós temos Fé!

15 de set. de 2008

O feiticeiro negro [Carlos Buby]

O feiticeiro negro [Carlos Buby]
Por que tantos desamores
Contra os feiticeiros negros
Que só querem levar flores
Para Iemanjá
Rebater nos seus tambores
Os açoites da vida
E com a alma redimida
Fazer festa no mar
Iemanjá Sobá, Miregun, Iyabá
Senhora das Cadeias
Odoiyá
Por que tantas palavras
Contra os feiticeiros negros
Que só querem liberdade
Pra saudar Xangô
Relembrar nos seus tambores
A história perdida
E com a alma redimida
Cantar em seu louvor
Xangô Agodô é Justiça e Amor
Xangô Agodô, Kaô Kaô
Por que tantos preconceitos
Contra os feiticeiros negros
Se a cultura do amor
Não discrimina cor
O navio negreiro já miscigenou
E em cada negro tem um branco
Que a princesa libertou
É hora de dançar
Para o rei Nagô
É hora de cantar
O que Zumbi ensinou
Ojú Obá ô Zaze ê
Ojú Obá ô Zaze ê
Ô Zaze ê Ojú Obá
Ojú Obá ô Zaze ê

...

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar..." Martin Niemöller, 1933